Mestrado em Supervisão Pedagógica em Ensino das Ciências

18
Jun 08

       Embora nunca tenha participado em projectos no âmbito da introdução das TIC no ensino não superior, tenho assistido a algumas mudanças, muitas vezes mudanças essencialmente de mentalidade. De acordo com Prensky (2000), não me considero uma nativa digital. Posso sim considerar-me uma imigrante digital. É esta a situação que cada vez mais visualizo nas poucas escolas por onde passei. Muitos daqueles que eram reticentes às tecnologias de informação e comunicação, tiveram que adaptar-se. Vivemos numa era de mudança. Tudo é informatizado. Os próprios concursos para a colocação de professores passaram a ser totalmente feitos via electrónica a partir de 2005. Por isso, mesmo aqueles que mostravam muitas reticências, tiveram que mudar um pouco a sua atitude. É óbvio que o que vivemos hoje resulta de um processo iniciado já há muito tempo. Um dos primeiros projectos para “mudar” tecnologicamente as nossas escolas, data de 1985, tendo por objectivo as novas tecnologias de informação e comunicação no ensino não superior. Tratava-se de projecto MINERVA (Meios Informáticos no Ensino: Racionalização, Valorização, Actualização). Outros projectos surgiram entretanto, como por exemplo, o UARTE (Unidade de Apoio à telemática Educativa), o Programa Nónio Século XXI, o EduTIC e o ECRIE (Equipa Computadores, Redes e Internet nas Escolas). Assistimos agora ao desenrolar do Plano Tecnológico da Educação. Proponho uma leitura amo meu post "O PTE na Minha Escola - resposta ao fórum". Aí, de forma sucinta, refiro o que está acontecer na escola onde lecciono neste momento.

 

      De acordo com o ECRIE, consultado no documento electrónico http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1193838045_PLANO_TIC.pdf, as orientações para o Plano TIC das Escolas são:

- deve envolver objectivos e actividades em todas as Escolas do Agrupamento deve ser antecedido por um exercício sintético de diagnóstico que conduza à eleição de um quadro limitado de objectivos;

- deve integrar os projectos TIC já existentes;

- deve ter uma previsão de actividades, para este ano lectivo e para o próximo, devendo ser sujeito a uma revisão no final do ano lectivo;

- os objectivos têm de ser exequíveis nesse espaço de tempo (cinco trimestres);

- os objectivos devem ser concretos e deles deve decorrer a eleição de actividades específicas que são o veículo para a sua concretização;

- deve ser orientado em torno de uma ideia-chave que lhe dá título e que decorre do diagnóstico efectuado;

- do objectivo central serão extraídos um conjunto limitado de objectivos específicos e de cada um destes, um conjunto de actividades que permitem a concretização desses objectivos;

- para cada actividade deve ser indicada a Equipa responsável e o seu respectivo coordenador, os recursos a envolver, os resultados esperados, as metas a atingir e os impactes gerados;

- as actividades devem estar distribuídas num cronograma a partir do qual a execução do Plano possa ser acompanhada;

- deve ser elaborado tendo em conta as prioridades traçadas no Plano Tecnológico da Educação: Eixo Conteúdos no domínio Portal da Escola e no Eixo Formação nos domínios formação e avaliação electrónica.

            Acima de tudo, o Ministério da Educação tem como lema "Colocar Portugal entre os cinco países Europeus mais avançados ao nível de modernização tecnológica do ensino." Não sei se conseguiremos atingir este nível, mas de facto, admito que podemos fazer muito pelo desenvolvimento tecnológico de Portugal, incluindo, obviamente as escolas e o ensino-aprendizagem.

 

(Bibliografia: PRENSKY, M. (2001).”Digital Natives, Digital Immigrants”. On the Horizon: NCB University Press, 9 (5). )

(Fontes: http://www.crie.min-edu.pt

               http://www.crie.min-edu.pt/files/@crie/1193838045_PLANO_TIC.pdf

               http://www.escola.gov.pt )

publicado por anateresaa às 10:17
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